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Vestido de Boneca, Tênis de Robô

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O Som do Azulejo

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A mansão nova brilhava, cheirando a sabão e tinta doce. Amélia, robozinha prateada, alisou o vestido amarelo.

“Agora somos gente?”, perguntou.

Alice, a boneca de pano, riu baixinho.

“Gente que mora alto.”

Do banheiro, a privada de brinquedo fez “plim” e uma bolha de espuma saiu rolando pelo corredor.

A Regra do Puxão

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Amélia tentou subir no sofá novo. O vestido amarelo fez “tchic” e prendeu nas anteninhas.

“Ai. Eu fiquei pendurada em mim”, ela disse.

Alice, a boneca de pano, leu um bilhete achado na caixa do banheiro: “Puxe para caber”. Ela puxou o vestido com as duas mãos. Esticou, esticou… e virou um laço comprido.

“Não pode prender, nem apertar, nem escorregar”, Amélia falou. “Vamos inventar roupa de brincar.”