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O Picles Misterioso

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A Manhã Que Cheirava a Cebola

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Maria acordou cedo. Muito cedo. O sol mal tinha aberto o olho.

"Hoje vai ser um dia cheio!" ela disse para a panela.

O restaurante de Maria ficava apertado, quentinho, e cheirava sempre a cebola frita. Ela colocou o avental colorido, ajustou o chapéu branco, e abriu a porta.

As pessoas entraram correndo. "Um hambúrguer!" "Dois sucos!" "Macarrão, por favor!"

Maria girava, mexia, fritava. Suas mãos nunca paravam.

A Voz Mais Alta do Restaurante

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De repente, uma voz enorme cortou o barulho do restaurante.

"ESSE PICLES ESTÁ PODRE!"

Era Karen. Ela apontava para o hambúrguer com o dedo muito esticado.

Maria olhou para o picles. Era um picles normal. Verde. Quietinho. Inocente.

"Mas senhora," disse Maria com calma, "o picles parece—"

"PODRE!" repetiu Karen.

Maria respirou fundo. Ela foi até a cozinha, olhou para a geladeira, e pensou: *tem que ter um jeito.*